Esta página rascunho servirá para as postagens das pesquisas e alterações da cursista Grede.
Queridos colegas, como a minha experiência é muito pequena no trato com alunos especiais me propus a pesquisar
se existe nas escolas estaduais da cidade de São Borja atendimento especializado aos alunos com deficiências.
Hoje, 17/04/2007 estive na maior escola estadual do município, que conta com sala de recursos, onde a professora dispôe de vários materiais feitos de sucata para trabalhar as áreas cognitiva, psicomotora, socio-afetiva e perceptiva dos alunos que apresentam dificuldades, segundo a professora zilma que tem formação em psicopedagogia institucional e curso de capacitação de 360 horas na UNIUJÍ em Educação Especial, dentro da nova legislação a Sala de Recursos é a única modalidade legal de Educação Especial, porque trabalha a inclusão. Tivemos essa entrevista num momento em que ela trabalhava com 4 crianças de 4ª série, eles fizeram várias atividades enquanto eu estava presente.
20/04/2007
Hoje pesquisando na internet sobre tecnologia assistiva entrei no site
www.agenciabrasil.gov.br onde consta o seguinte:
De acordo com a Secretaria dos Direitos Humanos as ajudas técnicas não se resumem a uma cadeira de rodas ou a um aparelho auditivo. Esses instrumentos são uma espécie de estratégia para a equiparação de oportunidades. São chamados de ajudas técnicas os elementos que permitem compensar uma ou mais limitações funcionais motoras, sensoriais ou mentais da pessoa com deficiência, com objetivo de superar as barreiras de comunicação e de mobilidade e possibilitar sua plena inclusão social.
24/04/2007
O que é tecnologia assistiva?
Tecnologia Assistiva é um termo que, de modo geral, vem sendo empregado para designar qualquer produto utilizado por pessoas com deficiências e/ou pessoas idosas, com a função de melhorar a autonomia e a qualidade de vida. É um termo amplo, que envolve inúmeras possilidades de desempenho humano, em tarefas básicas de autocuidado (como mobilidade, comunicação, preparo de alimentos) até atividades mais complexas de lazer e de trabalho.
www.assistiva.org.br
A Terapia ocupacional e a tecnologia assistiva
O trabalho do terapeuta educacional na tecnologia assistiva envolve a avaliação das necessidades dos usuários, suas habilidades físicas, cognitivas e sensorias. Envolve a avaliação da receptividade do indivíduo quanto à modificação ou uso da adaptação, sua condição sociocultural e as características físicas do ambiente em que será utilizado.
www.comunicacaoalternativa.com.br
caros colegas estou com a cópia do e-mail que a colega Helenita me enviou e também do mapa conceitual do grupo4-deftec. A parte que tocou para mim veio exatamente de encontro a pesquisa que já estava em andamento relacionada ao atendimento dos alunos PNES nas escolas estaduais de São Borja.
PROFESSOR DE CLASSE x ESPECIALISTA EM COMUNICAÇÃO ASSISTIVA= pelos relatos dos professores especialistas, hoje o trabalho entre eles e os professores de classe apresenta uma evolução, porque conseguem trabalhar em consonância, ou seja, o professor de classe ao constatar problemas com algum aluno em sala de aula, sabe que tem o apoio do profissional especializado para encaminhar essa criança ao fonoaudiólogo, ao psicólogo, ao ortopedista , ao otorrinolaringologista, além do trabalho que é feito em turno inverso com as crianças que apresentam problemas de aprendizagem, utilizando materiais feitos de sucata para estimular e desenvolver as áreas cognitiva,psicomotora, sócio-afetiva e perseptiva.
As escolas ainda não possuem um núcleo de Tecnologia Assistiva no sentido de dispor de dispositivos de última geração como computadores adaptados, programas como o DOSVOX. O máximo que possuem são as salas de recursos com materiais muitas vezes feitos de sucata para trabalhar as áreas em que os alunos apresentam pequenas deficiências, pequenas no sentido em que não são, no caso da maioria das crianças das escolas estaduais, de ordem física.
COMO SE DÁ A CONSTATAÇÃO DOS PROBLEMAS DAS CRIANÇAS PNEEs NA ESCOLA?
A primeira observação de problemas com os alunos são constatados em sala de aula pela professora da classe durante o desenvolvimento dos trabalhos. Após essa constatação o professor encaminha essas crianças ao professor responsável pela sala de recursos, que antes de começar a trabalhar com a criança solicita à coordenadoria de educação que as mesmas sejam testadas pelos profissionais habilitados. Após esses testes, as crianças, quando necessário, são encaminhadas aos profissionais da fonoaudiologia, da psicologia, da ortopedia. ou a outro que possa assistir essa criança no sentido de promover o seu desenvolvimento e a sua inclusão na escola, através do tratamento adequado.
Pesquisando a inclusão nas escolas estaduais desta cidade pude constatar que as mesmas não dispôe de estrutura física nem pedagógica para fazer a inclusão acontecer de fato. Os alunos com deficiências são atendidos na raça e na coragem pelos professores da classe, contando, em raros casos com o apoio de profissionais com formação em Educacão Especial e também com salas de recursos, salas estas montadas com materiais doados pelos pais e comunidade em geral, e feitos de sucata pelas próprias professoras, porque não existem verbas para investir em equipamentos modernos. Falando com uma diretora de escola perguntei como elas faziam para se comunicar e trabalhar com os alunos surdo-mudos se a escola não possui nem sala de recursos nem profissional especializado ela respondeu:"é na leitura labial mesmo!", então se conclui que a inclusão ainda é muito bonita no papel e que acontece para pessoas que tem a condição financeira de comprar materiais de última geração que facilitem a autonomia, mas que estão fora da realidade das escolas públicas. Outra constatação: as escolas de periferia nem sala de recursos possuem quanto mais profissionais da área da educação Especial. Parcerias são feitas, em alguns casos, com a Prefeitura para o atendimento dos alunos PNEEs das escolas públicas, onde um profissional da área da Educação Especial, pago pela prefeitura vai as escolas atender esses alunos e também tem encontros com as famílias das crianças com dar orientações.

CONCLUSÃO
Para finalizar quero registrar que todas as formas de inclusão são válidas, umas escolas com mais recursos, outras com menos, outras com nenhum. De todas as maneiras as escolas estão recebendo alunos PNEEs, cidando, atendendo, assistindo, não sei qual é a palavra correta mas uma coisa é certa, por menos conhecimento que os gestores e professores tenham sobre a situação da Educação especial, todos a sua maneira, estão se esforçando para tornar a inclusão uma coisa real, verdadeira, mesmo que os caminhos encontrados não sejam os mais certos e nem os melhores. Professores de sala de aula, especialmente, são criaturas heróicas pois fazem "das tripas coração" para atender, lecionar, trabalhar, orientar, turmas geralmente com mais de trinta alunos e ás vezes com crianças que apresentam deficiências, para as quais ele não estudou, não se habilitou, mas tem que trabalhar, achar um jeito de que essa criança seja incluida.
Comments (2)
Helenita said
at 10:42 pm on Apr 21, 2007
Grede, li seu comentário e tentei seguir o link indicado, mas não consegui. Não seria melhor entrar na página e copiar e colar o endereço da mesma, onde encontra-se a matéria referente?
Um grande abraço!
Helenita
Helenita said
at 4:50 pm on Apr 25, 2007
Querida Grede, quando fizemos a divisão das tarefas, por conferência no skype, deixamos você em parceria comigo justamente porque esta parte vinha ao encontro da pesquisa que já estavas fazendo em sua cidade, São Borja.
Um grande agraço, e bom trabalho!
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