Nos últimos anos a tecnologia tem avançado de forma extraordinária. A presença das máquinas de processamento nos mais diferentes locais de ação humana é uma realidade incontestável. Na indústria, no comércio, na medicina, no esporte, entretenimento, nos lares, os computadores tomam posicionamento assumindo responsabilidades funcionais numerosas. A vida tornou-se mais fácil em muitos aspectos.
A educação também tem se beneficiado dessa revolução. Sob a benção de inúmeras justificativas as máquinas de processamento invadem as salas de aula. Em posse de teclados, monitores, mouses, disquetes, CD, impressoras, softwares... Todos estes aparatos tecnológicos propiciaram uma revolução no processo de ensino-aprendizagem, são inúmeras formas de abordagens de ensino que podem ser realizadas. Mas mesmo com tantas possibilidades, ainda hoje, muitos não têm claro a importância das tecnologias de comunicação e informação (TCIs) na inclusão dos portadores de necessidades especiais no sistema de ensino, e na sociedade como um todo.
A inclusão dos alunos com necessidades educacionais é hoje uma grande conquista. Mas traz consigo o grande desafio de preparar a escola e seus profissionais para que todos os alunos encontrem respostas pedagógicas para as suas necessidades.
A afirmação “Somos diferentes, mas não queremos ser transformados em desiguais. As nossas vidas só precisam ser acrescidas de recursos especiais.” (Grupo de jovens com paralisia cerebral, em 1995) nos remete a uma análise sobre a responsabilidade social e educacional de se buscar recursos e adaptações que possibilitem o desenvolvimento da aprendizagem.
Para quem não pode enxergar, tocar com as mãos o papel escrito em Braille permite entrar em contato com o mundo da escrita. O lápis com engrossador pode possibilitar/ajudar a escrita de um aluno que tenha limitação motora. Em outras situações, um computador pode servir de caderno e possibilitar a comunicação de pessoas que não falam e não escrevem. Esses recursos constituem ajudas técnicas que permitem, em muitos casos, minimizar as limitações funcionais decorrentes da deficiência.
O desconhecimento das tecnologias assistivas como recurso facilitador do processo de inclusão tem impedido que professores e outros profissionais possam auxiliar alunos com necessidades especiais, pelo uso dessas tecnologias.Tendo presente essa idéia, comungada por todos os integrantes do nosso grupo, é que resolvemos propor uma metodologia de implantação dessas tecnologias assistivas na escola.
1)Oque são as TAs (conceitos), pra que servem e como utilizá-las no ambiente escolar?
Acreditamos que rerspondemos essas questões no desenvolvimento do nosso trabalho.
2) As aprendizagens mais significativas relacionadas às necessidades especiais e às tecnologias:
Tais aprendizagens decorreram da própria pesquisa, de perceber nitidamente as distinções entre tecnologias assistivas em sentido amplo, disponibilizadas a todos os que são portadores de necessidades especiais e as tecnologias assistivas na Educação, dirigidas aos PNEEs (portadores de necessidades educativas especiais). Da interação homem-máquina, que pressupõe capacitação de educadores com o uso adequado desses equipamentos e tecnologias, antes de integrá-los ao dia-a-dia do educando, devendo, portanto, como explicita a proposta de implantação das tecnologias assistivas na Escola haver uma abrangência de ações, com o envolvimento de todos os setores da escola, em que um grupo gestor deverá ter atribuições bem definidas, distribuindo cada um determinadas atividades, dentro desse processo de inclusão de alunos portadores de necessidades especiais com o auxílio das tecnologias assistivas e inclusivas - como ferramentas de aprendizagem e cidadania. Antes da execução, deve-se planejar metas, diretrizes, objetivos e pensar toda a estrutura necessária para que a tecnologia assistiva, de teoria torne-se prática, e que tal prática possa ter manutenção e conservação, não apenas dos equipamentos, mas das pessoas envolvidas; sejam como agentes ou sujeitos do processo inclusivo e assistivo.
Finalmente resta ressaltar que nos sentimos muito felizes por termos desenvolvido uma proposta de ação para aplicar na escola as tecnologias assistivas o que na realidade é apenas um caminho inicial.Mas vimos, durante as pesquisas, que já existem ações semelhantes constituindo-se em grupos de estudos em outras instituições.
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